quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Dica de canal: Kirsten Dirksen

Eis uma boa dica para quem quer aprender mais sobre as Micro Casas. O canal Kirsten Dirksen possui um bom número de vídeos abordando as muitas possibilidade de vida simples por meio de casas pequenas.

Fica um vídeo para dar um gostinho.




Não deixem de visitar o sítio dela http://faircompanies.com/

Mini casas

Olha a reportagem feita pela AFP ES.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Como Construir: Parede Exterior




Reproduzimos aqui o material disponibilizado pela empresa Arauco Solucões. Eis o conteúdo do folheto:


1. Parede Exterior
• Rápido de construir

• Isolamento térmico-acústico

• Construção passo a passo


Clique na imagem para baixar




Uma compacta e sustentável casa para uma família em crescimento

















Fonte: http://smallhousebliss.com/

Mini casas: um novo conceito em moradia sustentável

Pensando em reduzir os impactos ambientais causados por residências tradicionais e em evitar o acumulo de coisas inúteis que guardamos se guarda nos lares, o americano Jay Shafer construiu uma tiny house ou casa minúscula, de apenas 32m2. Jay, que criou seu primeiro projeto em 1997, acredita que mais que uma moradia, as tiny houses são um estilo de vida.

Essas estruturas de casa já fazem parte de um movimento que acredita que nem sempre “quanto maior, melhor”. Para Jay, que é dono de uma empresa construtora das mini-casas, a Tumbleweed, a decisão de morar em um espaço tão pequeno partiu de idéia sua idéia sobre os impactos que uma casa grande causaria ao meio ambiente. Outro fator decisivo foi a vontade de se desfazer de espaços que não eram e que nunca seriam utilizados. “Minhas casas se encaixaram em todas as minhas necessidades domésticas sem precisar de muito para sua manutenção”, diz ele.

Dessa forma, aqueles que resolvem aderir ao movimento consideram que as casas devem ser menores e adaptadas às reais necessidades da família, sem desperdícios e espaços mal utilizados. “Os adeptos usam uma praça da cidade como seu jardim, usam bancos nas ruas como sala de leitura, encontram-se com os amigos em bares, cafés. As tranqueiras que costumam ocupar um único cômodo numa casa, por exemplo, deixam de existir. Passam a não juntar inutilidades e aprendem a abrir mão de roupas, utensílios, CDs, DVDs e livros que não vão usar mais”, analisa a blogueira Caroline Rodrigues, que já pensa em aderir ao movimento.



Outra vantagem das tiny houses é o seu baixo custo. Com $10.000 é possível construir uma casa de 28m2. Quem fez isso foi a jornalista americana Dee Williams, que ainda utilizou materiais reciclados e instalou painel solar e banheiro orgânico na mini residência, diminuindo ainda mais seus impactos ao meio ambiente. Os custos de manutenção dessas casas também são muito baixos. Dee afirma gastar apenas $6 por mês com eletricidade. “Tudo por uma vida mais simples, com mais tempo e dinheiro. Eu não tenho uma hipoteca nem grandes contas a pagar”, afirma.

Não é sobre TinyHouse, mas...


As Casas Mais Sustentáveis Dos Últimos 100 Anos



O livro chama-se "Handmade Houses: A Century of Earth-Friendly Home Design", foi escrito por Richard Olsen, e faz uma enorme compilação das casas mais sustentáveis que foram construídas no último século.


Afastadas dos grandes centros urbanos, estas habitações são construídas com madeira e materiais reciclados. As paredes não são completamente lisas e os pisos muito longe do que vemos nas revistas de decoração.


São casas diferentes, isso é certo, mas incríveis pela forma como surgiram. As chamadas "handmade houses" são erguidas por entusiastas da construção e arquitectura, muitas delas sem passarem por profissionais mas, como prova o livro, conseguem estar erguidas pelo menos 100 anos.


Conheça alguns exemplos:

































Fonte:
http://cultura.chiadonews.com/2015/12/as-casas-mais-sustentaveis-dos-ultimos.html

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Jovem inglês transforma van em casa e sai para viajar o mundo



O jovem inglês Mike Hudson decidiu trocar a vida tradicional por uma aventura. Formado em engenharia, ele simplesmente largou o emprego e decidiu transformar uma antiga van em uma casa itinerante. A “loucura” deu certo.


O projeto começou em 2013. O primeiro passo dado pelo jovem de 25 anos foi ter a coragem de largar o emprego e voltar a morar na casa dos pais. Segundo ele, a sensação de vender os seus pertences e retornar à residência da família foi como se ele estivesse dando um passo para trás, para logo mais dar dois passos à frente.


Foi o que aconteceu. Sem as antigas responsabilidades, ele mergulhou de cabeça no projeto. A primeira aquisição foi o veículo que seria usado como base para a casa itinerante. O automóvel escolhido foi um LDV Convoy, com dez anos de uso. O carro foi comprado pela internet e estava em péssimas condições.

Foto: Divulgação
A dedicação ao projeto de transformação foi total. Durante meses Hudson não viu seus amigos e passou todos os dias trabalhando na adaptação da van. O trabalho foi ganhando forma e em março de 2014 a moradia estava finalizada.

Foto: Divulgação
Como o intuito do jovem era viajar o mundo usando essa residência móvel, foram necessários cuidados que garantissem seu conforto durante as longas jornadas. O uso inteligente dos espaços foi essencial. A van conta com um sofá, que também serve como cama, uma camiseira, fogão, pia, prateleiras, rede e até mesmo um chuveiro. Para abastecer essa estrutura, ele contou com o uso de placas fotovoltaicas no teto do veículo.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação
Desde que a residência ficou pronta, o jovem tem viajado pelo continente europeu. França, Hungria e Espanha estão entre os destinos já visitados por ele.

Foto: Divulgação

Fonte: CicloVivo

sábado, 5 de dezembro de 2015

Jovens nos EUA trocam dívidas por vida em microcasas

Conjunto de casas minúsculas em Washington, nos EUA (Foto: Jay Austin)

Quem caminha pela rua Hamlin, no nordeste de Washington, pode confundir a construção de madeira nos fundos de uma espaçosa residência com uma casa de bonecas. Mas há poucos meses o caixote se tornou o lar da geógrafa Lee Pera, de 37 anos. Assista ao vídeo.

Pera levou três anos para construir a casa, erguida sobre rodas e que soma 13 metros quadrados, área equivalente à de uma caminhonete de cabine dupla.

Ela diz que, em vez de aprisioná-la, morar naquele espaço lhe proporcionou mais tempo livre e uma vida social mais intensa. Antes, Pera morava num apartamento e não tinha acesso a áreas externas.

"Adoro chegar em casa à tarde e sentar na varanda, e também adoro ter um armário menor. É muito bom não ter que pensar em tantas opções", ela afirma à BBC Brasil.

Rodeada por árvores e estacionada no quintal da casa de amigos, a residência de Pera é composta por varanda, sala, cozinha, banheiro e um "loft" com cama de casal.

A geógrafa pertence a um grupo crescente de americanos que, embora escolarizados e com boas perspectivas profissionais, têm optado por viver em casas minúsculas sobre rodas.

Muitos querem evitar passar décadas em trabalhos indesejados em troca de salários que permitam saldar os empréstimos da casa própria.

Outros buscam um estilo de vida mais simples e ecológico, livre do consumismo que marca a vida nos subúrbios americanos.
A Geógrafa Lee Pera em sua microcasa; construção de 13m2 demorou três anos para ser erguida (Foto: BBC Brasil)

Outros ainda, como o casal Guillaume Dutilh e Jenna Spesard, querem poder viajar sem sair de casa.

Acompanhados por sua cadela Salies, eles já percorreram 31 mil quilômetros (dez vezes o trajeto de Porto Alegre a Manaus) desde que começaram a viajar pela América do Norte, há quase um ano.

O trio, que mantém o blog "Tiny House, Giant Journey" (casa minúscula, jornada gigante), está agora no Alasca.

Em comum, quase todos construíram suas casas - ou ao menos parte delas - com as próprias mãos, orientados por livros, blogs e fóruns na internet.

O movimento das casas minúsculas ("tiny houses") foi retratado no documentário "Tiny", exibido no Netflix, e no reality show "Tiny House Nation", veiculado na TV americana.

O movimento considera minúsculas casas com até 400 pés quadrados (37 metros quadrados). Não há dados sobre quantos americanos moram nessas residências.

Fetiche e confusão
Autor de um dos mais populares blogs sobre microcasas (tinyrevolution.com), Andrew Odom diz que hoje há um "fetiche e muita confusão" em torno do tema nos Estados Unidos.

Segundo ele, muitos dos que têm se mudado para casas minúsculas buscam soluções rápidas para problemas pontuais, como dívidas, e ignoram a essência do movimento, que "tem a ver com uma transição espiritual, mental e física".
Ambiente interno de uma das casas minúsculas de Washington; crise de 2008 impulsionou essa alternativa de moradia (Foto: Tiny Revolution)

"A menos que a pessoa dê os passos internos necessários para separar desejo e necessidade e se libertar de uma sociedade materialista, a mudança não será bem sucedida", afirma à BBC Brasil.

Pessoas de vários lugares - inclusive muitos americanos pobres - vivem em espaços apertados há milênios, mas Odom diz que muitos no país só passaram a considerar a opção a partir da crise econômica de 2008.

A crise começou com o colapso do setor imobiliário americano. Famílias endividadas contraíam empréstimos para investir em casas na esperança de ganhar com a constante valorização dos imóveis. Quando a bolha estourou, os preços despencaram, bancos quebraram e muitos perderam os bens.

Para Odom, o episódio mostrou que a estabilidade financeira dos Estados Unidos é incompatível com o sistema imobiliário atual, em que famílias contraem pesadas dívidas para ter onde morar.

Ele diz que, mais baratas, as microcasas poderiam solucionar parte do problema - a dele custou US$ 12 mil (R$ 41 mil), ou 3,6% do preço de uma casa americana média. A partir de US$ 10 mil é possível encomendar uma casa minúscula pronta pela internet.

Cada vez mais americanos têm optado por viver em microcasas sobre rodas; evitar dívidas 'eternas' do financiamento habitacional e busca por estilo de vida mais simples são algumas razões por trás dessa tendência (Foto: Tiny Revolution)

Para Odom, porém, o maior obstáculo para a expansão do movimento são restrições legais.

A maioria das cidades americanas proíbe que moradores vivam em casas muito pequenas. Uma forma de driblar a regulação é construi-las sobre rodas. Nesse caso, são consideradas residências móveis (como trailers) e toleradas em certas áreas.

Ainda assim, muitas prefeituras não permitem que pessoas morem integralmente nessas unidades.

Para Carey Carscallen, diretor da Escola de Arquitetura, Arte e Design da Universidade Andrews, em Michigan, outra barreira à disseminação do movimento é o número de residentes que uma microcasa comporta.

Para ele, ela pode abrigar um morador ou, no máximo, dois. A partir daí, a convivência ficaria muito difícil.

Carscallen orientou seus alunos num projeto em que tiveram de construir duas casas minúsculas. Durante o experimento, ele diz ter sido procurado por muitas pessoas que pediam ideias para erguer suas próprias unidades.

Para o professor, microcasas são ideais para jovens profissionais "que acabaram de sair da faculdade e ainda não acumularam muita coisa".

Frustração e desistência
Nem todos conseguem migrar para espaços tão pequenos. Em julho, o site Business Insider citou três casos de pessoas que desistiram de viver em microcasas.

Um casal sucumbiu aos frequentes vazamentos e crescentes custos de manutenção; um morador não conseguiu autorização da prefeitura para viver no local; e um casal se sentiu muito isolado na área em que pôde se instalar.

Andrew Odom concorda que casas minúsculas não são para todos. Hoje ele divide a residência de 23 metros quadrados com a mulher e a filha de três anos, mas reconhece que um dia terá de se mudar para um lugar maior.

O que não significa que morará numa casa típica de subúrbio. Para ele, uma residência com dois quartos e 70 metros quadrados - ainda bem pequena para padrões locais - deverá ser suficiente.

"Vamos avaliar quais são nossas necessidades e nos ajustar".

Fonte: G1
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/08/jovens-nos-eua-trocam-dividas-por-vida-em-microcasas.html